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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

SOPRO!


Por: Carlos Otheral Grison.

É UM SOPRO
TUDO PASSAGEIRO
NESSE INFINITO CAMINHO FINDO
OS SUSPIROS SÃO BEM VINDOS

OS OLHARES FALAM TUDO E A VOZ JÁ NEM MAIS CANTA
NÃO RECLAMA NÃO SORRI NÃO DIZ NADA
TUDO É PASSAGEIRO 
NADA DURA POR INTEIRO

NEM MESMO AQUELE ABRAÇO
AQUELA DESPEDIDA
SEMPRE FICA UM ALGO MAIS
SEMPRE HÁ O INACABADO

OS SEGUNDOS NÃO CONTADOS
OS MINUTOS NÃO VIVIDOS
AS PALAVRAS NÃO DITAS
AHHHH AS PALAVRAS NÃO DITAS

ESSAS SIM SÃO INFINITAS
ELAS QUE CARREGAM O ZELO O AMOR A AMIZADE O RESPEITO
ELAS MUITAS VEZES NÃO SÃO DITAS
QUIÇÁ ESCRITAS, MAS NÃO LIDAS.

PENSO MUITO NAS PALAVRAS
NESSE MUNDO PASSAGEIRO
ONDE NADA É SEMPRE INTEIRO
ONDE TUDO PASSA UM DIA

FALTA-ME UM ABRAÇO
UM CARINHO A MAIS
UM VOLTO LOGO UM ATÉ JÁ
UM ENORME EU TE AMO E TE ESPERO LÁ

UM SINCERO ADEUS
UM BEIJO HONESTO
UM OLHAR SERENO
E UM PEQUENO GESTO 

NESSE INFINITO CAMINHO FINDO

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ALEXITIMIA.

Canção de: Carlos Grison. (dedicada a El Escama).

ME ENCONTRAREI NOS PEQUENOS VERSOS
POR ENTRE LINHAS FÁCEIS DE LER
LAVANDO A FACE ENCHENDO O CORAÇÃO
LENDO E RELENDO OS PEQUENOS VERSOS

SÓ SABEREI EXPLICAR-ME NAS PEQUENAS PALAVRAS
NOS MICRO PONTOS
NAS EXCLAMAÇÕES SEM RIMA
NAS RIMAS DESAPEGADAS DAS PALAVRAS

VOCÊ SABE DO QUE EU ESTOU FALANDO
SIM DAQUELA SINCERIDADE DE QUEM ENTENDE SÓ CANTANDO
DAQUELE OLHAR QUE SÓ SE SENTE POR QUEM OLHA
DO AMANHECER QUE NOS EXPÕEM PARA OUTROS PEQUENOS VERSOS

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ODE AO INDIVÍDUO E A DIVINDADE!


Por: Carlos Grison.

ACEITAR UM BOM CONSELHO
OUVIR AS COISAS DIREITO
NÃO IR CONTRA AS VERDADES DO CORAÇÃO
NÓS ERRAMOS NÓS SOMOS HUMANOS

SENTIR NO PEITO O QUE É CERTO
LIMITANDO OS NOSSOS ANSEIOS
PARA NÃO AGIR POR IMPULSO SEM RAZÃO
NÓS ERRAMOS NÓS SOMOS HUMANOS

E QUANDO ALGUÉM LHE TOMAR A ATENÇÃO A FORÇA
PARA LHE IMPOR O CONCEITO DO CERTO E DO ERRADO
LEMBRE SE SEMPRE MEU AMIGO
NINGUÉM É O DONO DA VERDADE

POR QUE QUEM PENSA QUE SABE TUDO
ENTRA CALADO AQUI
E SAI MUDO
QUEM PENSA QUE SABE TUDO
ENTRA CALADO AQUI

E SAI MUDO

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

TANTA COISA BOBA!


Por: Carlos Grison (Gaúcho).


EU QUERO FALAR DE ALEGRIA
DO RAIAR DO DIA E DOS SONHOS MEUS
EU QUERO ME AFAGAR EM UM CANTO
COM AS MELODIAS DESSES LÁBIOS SEUS

SONHAR COM A VIDA NA VARANDA
ALEGRIA BRANDA SEM PREOCUPAÇÃO
EU QUERO SER O SEU ABRAÇO
SER SEU NAMORADO E VER EM PAZ OS MEUS

ANDAR DESCALÇO PELA GRAMA
SEM PENSAR EM GRANA SEM ESBRAVEJAR
QUERO FICAR DE BEM CONTIGO
``PRA´´ VOCÊ COMIGO VIR ME NAMORAR

EU QUERO TANTA COISA BOBA
QUE É QUASE IMPOSSÍVEL DE SE CONQUISTAR
MAS QUANDO VEJO O TEU SORRISO
LEMBRO QUE CONSIGO CHEGAREMOS LÁ

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Causa, Eu e meu Violão!


Por: Carlos Grison.

A causa tomou rumos incompreensíveis para mim e meu violão
Minh ‘alma anda cansada
Os olhos anuviados já não enxergam como antes
Minhas mãos destreinadas já não tocam como antes
Minhas crenças uma a uma vão ao chão
Como as folhas perdendo os seus  verdes  para o outono e enterrando-se no inverno

Não vejo mais no reflexo de meu espelho o espirito que me trouxe até aqui
Muito lodo pelo caminho muito descontentamento
Muitos sonhos aos redores sustentados apenas por riqueza
A pureza perdeu se n´algum lugar da estrada
Ainda exerço força em meus pensamentos para defender-me das investidas da cobiça
Mas há agora o questionamento corriqueiro que me atiça como um sopro aos ouvidos

De que valeram tantos anos tantas lutas por tua causa
O sopro pergunta e nem faz pausa...
Já nem com o teu violão consegues mais contar

Impedido de qualquer gesto e reação sonho acordado para que possa libertar-me
Em estase transporto-me para uma realidade paralela  
Onde todos são de fino trato e poucos trapos
Onde não faltam palavras de gentileza e a nobreza é medida por sorrisos e gestos não por posses

Dura pouco

O tempo para meu cigarro acabar

Acordo novamente em minha sacada
Com o olhar perdido fixo em uma pipa presa ao galho da arvore em frente a minha casa

A sensação é de que fui vencido
E assim me sentindo desnudo
Me alheio a tudo
Não me falta devoção
Talvez esteja apenas cansado
Até mesmo para meu fiel amigo violão

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Canção de Ninar para Malú.


Por: Carlos Grison.

Canção de ninar para Malú
Para descansar seu corpo em luz
A lua alumia o céu azul
Convidando suas amigas para dançar 

Sorridentes as estrelas pelo céu
Refletem suas cadências além-mar
Desenhando um luminoso carrossel
Ninando Malú para sonhar

Canção de ninar para Malú...

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MENINO INVENTIVO.


Por: Carlos Grison.

Guardo ingenuamente a esperança
A esperança de que ainda exista
Mesmo que muito bem espalhado por aí
Alguém que seja safo de mentir e ainda acredite na alma humana

Para isso me torno criativo
Menino inventivo de falsos personagens
Personagens esses que quando cumprimentam se
Ainda se olham ainda se falam

Enquanto o mundo a minha volta nega meu suplicio
Açoitando com a poluição dos olhares que sem eira nem beira
Desacreditam de minha boa vontade
E o meu bom dia e o meu bom  boa tarde tornam-se apenas gestos mudos

Inclusive tornam-se gestos dignos de olhares desconfiados
Acirrados e atentos a qualquer movimento de mal intento
Enquanto eu ali com tanto zelo
Protejo o menino inventivo e ainda acredito
Naquele bom dia leve naquela boa tarde breve
No aperto de mão sincero e também no sorriso legítimo

terça-feira, 5 de abril de 2016

A Criação.


Por: Carlos Grison.


Observar algo tão raro
Me fez crer na criação
Os muros todos desabaram
O mundo agora então  mudou

Alvoreceram-se as ideias
O entendimento amplificou
Nesse mundo de matéria
O improvável se impôs

Pode crê você está nessa
O universo te envolveu
Na viagem cosmológica
Sem destino para parar

Seguindo o rastro das estrelas
Vendo um planeta se alinhar
Com seu satélite mais próximo
Para então se equilibrar

A existência não é jogo
Não tem espaço para o azar
As regras todas se perderam

Sem gravidade para voltar 

quarta-feira, 23 de março de 2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

Desesperança!


Por: Carlos Grison.

Não beira a base do nazismo
Isso está mais para fanatismo
Os conceitos invertidos
Não tem mais o que falar

Eu vou mudar a minha fala
Trocar os meus conceitos
Mudar de endereço
Talvez vá ``pro´´ litoral

Por que eu trabalho o dia inteiro
Não vejo a cor do dinheiro
E me aparece um safado
Gritando em alto tom

Que não fez nada de errado
Que está sendo perseguido
Até parece um mendigo
Dentro de um terno bom

Só escute o que eu digo
Quem dera eu ter amigos
Que me dessem o suporte
Que tem esse doutor

Mas não vejo outra saída
Então calo o meu grito
Para passar despercebido
Em frente a tanta humilhação

O que me mata e maltrata
É ver gente alienada
Defendendo com afinco
A atitude de um ladrão

Por favor....
Seu doutor eu vou parar...
Meu esquema agora de verdade é trabalhar
É só... e só eu vou
Labutar atrás de um dia bom
E quem sabe um dia sentir a esperança voltar