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sexta-feira, 30 de março de 2012

Circenciando.




Ele assovia melodias novas
Ele traz boas novas para aqueles que o vê
Ele é açoite em noite de clareio
Um justiceiro para quem não quer sofrer

Ajusta os passos com o compasso do piano
E gargalhando com euforia quase insano
Entoa um canto desconhecido a todos
Salientando a escuridão da sala

Como um esnobe se joga no sofá
Com seus sapatos imundos da labuta
Refestelando sua cabeça no antebraço
Ao som de um tango que a muito não escutava

Então levanta vai de encontro ao para peito
Já satisfeito do descanso vespertino
Entoa um grito beirando o desespero
Anunciando que estava então desperto

Ele se banha veste sua roupa de pompa
Está sem destino mal sabe o que fazer
Sorri e apenas acena da janela
Para as pessoas que passavam na calçada

Abre a porta como um duque devotado
Em punho uma bengala com detalhes de marfim
Calmamente perambula pela cidade
Espantando as tristezas e afins

Por onde passa provoca gargalhada
O seu olhar está repleto de emoção
E invocando um berro atordoado
Vai o palhaço entoando sua canção

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